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Após deixar hospital, jovem atingida com soda cáustica no Paraná conta o que lembra do ataque: ‘Parecia que tava pegando fogo’

Jovem se recupera em casa e está sem sequelas visíveis.

10/06/2024 às 20h21
Por: Redação - CA Fonte: G1
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Reprodução RPC
Reprodução RPC

 

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A jovem Isabelly Aparecida Ferreira Moro, de 23 anos, atacada com soda cáustica em uma rua de Jacarezinho, no norte do Paraná, contou lembrar que ao ser atingida pelo produto, sentiu que a pele estava “pegando fogo”.

“Eu só senti a dor, porque atingiu meu olho. Queimava demais, parecia que estava pegando fogo. Eu só sai e pedi socorro. Cheguei no hospital… Depois do hospital, eu não lembro de mais nada.

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A declaração foi dada à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, após ela receber alta hospitalar no último sábado (8). Ela estava internada desde 22 de maio.

Apesar de o produto ter atingido muitas partes do corpo de Isabelly, ela está sem sequelas visíveis. Em alguns casos, o produto pode causar queimaduras de até terceiro grau.


Segundo Isabelly, ela ainda está em processo de recuperação, o que inclui manter uma dieta de alimentos pastosos e gelados.

A jovem também está tomando antibiótico, porque teve pneumonia enquanto estava internada.

“A boca foi o que mais atingiu. O cabelo também danificou, era mais longo. Parte dos seios também, bastante. Mas eu estou bem, graças a Deus […] Estou me recuperando aos poucos, só de estar em casa já é um alívio.”

Jovem disse que viu suspeita com ‘copo borbulhando’
À RPC, a jovem disse que antes de ser atacada, enquanto ia para a academia, viu uma pessoa com roupas masculinas e peruca. Afirmou, também, que a pessoa segurava um “copo borbulhando”.

“Na hora eu assustei e fui tentar atravessar a rua, e eu lembro que ela veio e jogou o produto em mim.”
Isabelly contou que após chegar ao hospital, ficou três dias desacordada e precisou ser entubada. Quando acordou, a família optou por não contar para ela quem era a suspeita do crime, o que a jovem acabou descobrindo assistindo à TV.

“Quando eu acordei, eu não sabia o que estava acontecendo, eu não sabia quem era, o motivo, não sabia. Eu demorei pra ficar sabendo porque eles [família] demoraram pra me contar. Eu fui ficar sabendo depois de uma semana porque eu vi na televisão, passando. A gente não espera… É maldade, uma crueldade.”

Vítima disse que não tinha contato com namorado da suspeita
Durante a investigação, a suspeita afirmou à polícia que cometeu o crime porque a vítima a encarava com deboche e fazia provocações.

Isabelly, no entanto, afirmou que não tinha contato com a suspeita, tampouco com o atual namorado dela. A vítima disse que terminou o relacionamento com o homem em janeiro deste ano.

Antes de ser atacada, Isabelly disse que nunca tinha recebido ameaças de Débora.

“Eu nunca dirigi a palavra a ela, nunca fiquei encarando ela. Pra mim é uma pessoa que era invisível […] Então, eu não sei o que é provocar, porque a partir do momento que você não dirige a palavra à outra pessoa, que você não olha, não tem como se sentir provocada.”

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