IPVA faz paranaenses ‘trazerem carros de volta’; Emplacamentos aumentam 34,2%

Por vezes, moradores do Estado registravam veículos em Santa Catarina para pagar imposto mais barato ...

28/10/2025 08h10 - Atualizado há 4 meses

IPVA faz paranaenses ‘trazerem carros de volta’; Emplacamentos aumentam 34,2%
IPVAFoto: Ari Dias/AEN

O número de veículos emplacados no Paraná registrou crescimento de 34,2% nos dois meses seguintes ao anúncio da redução da alíquota do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), em comparação com o mesmo período de 2024. Desde 20 de agosto, mais de 77 mil novos veículos foram registrados no Estado, quase 20 mil a mais em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, segundo dados do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR).

O aumento coincide com o anúncio feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, em 20 de agosto, da redução da alíquota do imposto de 3,5% para 1,9% sobre o valor venal dos veículos. A medida posicionou o Paraná como o Estado com o menor IPVA do Brasil. Posteriormente, a iniciativa foi consolidada com a sanção da Lei nº 22.645/2025, assinada em 23 de setembro, que garante o novo percentual a partir de janeiro de 2026.

Segundo o governador, a medida representa a maior redução de IPVA do País e proporciona alívio financeiro às famílias paranaenses. “Esse dinheiro que deixa de ir para o imposto vai aliviar o bolso das famílias e circular na economia dos municípios. Vai ajudar no pagamento do IPTU, do material escolar, de uma prestação da casa, de uma viagem em família, das compras no mercado, no açougue ou na mercearia. É um benefício direto para a população e que movimenta os setores produtivos”, afirmou Ratinho Junior.

O crescimento no número de emplacamentos já era previsto pelo Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Paraná (Sindicovi-PR). Para a entidade, a expectativa de menor carga tributária a partir de 2026 está estimulando a compra de veículos e o registro de novas frotas no Estado, com tendência de intensificação nos próximos meses, impactando positivamente o faturamento das concessionárias e a geração de empregos.

De acordo com o Detran-PR, o aumento evidencia a confiança dos consumidores e empresas no ambiente econômico do Estado. Para o diretor-presidente da autarquia, Santin Roveda, a redução do IPVA reforça o dinamismo do setor automotivo e incentiva o empreendedorismo. “Mais uma vez o Paraná sai na frente e serve de modelo para o Brasil. Já sentimos o impacto da redução do IPVA no aumento dos emplacamentos. Famílias que estavam adiando a compra do carro por planejamento financeiro agora têm o incentivo que faltava. Trabalhadores e estudantes também estão aproveitando as novas condições e pagando quase metade do valor de antes, com tudo mais fácil e acessível online”, destacou Roveda.

A redução do IPVA beneficia cerca de 3,4 milhões de proprietários de veículos, o que representa quase 83% da frota estadual. O impacto é significativo: um carro avaliado em R$ 50 mil, que atualmente paga R$ 1.750 de imposto, passará a pagar R$ 950 em 2026, resultando em uma economia de R$ 800 por ano. Mais de 68% da frota tributada no Estado se enquadra nessa faixa de valor. Com a nova alíquota, o Paraná passa a ter o IPVA mais baixo do País, superando estados como Santa Catarina (2%) e São Paulo (4%).

A legislação também mantém a isenção para motocicletas de até 170 cilindradas, implementada em 2024, beneficiando mais de 732 mil proprietários, especialmente motoboys e entregadores.

O crescimento dos emplacamentos no Paraná demonstra que a redução do IPVA é uma medida sustentável do ponto de vista fiscal. O aumento na base de veículos registrados contribui para equilibrar a arrecadação estadual, compensando parte da redução da alíquota e garantindo a manutenção da capacidade de investimento do Estado. Para preservar esse equilíbrio, o Estado implementou ajustes na legislação: a partir de 2026, a multa por atraso no pagamento do IPVA passará de 10% para 20%, mantendo-se a cobrança diária de 0,33% ao dia, acrescida dos juros da taxa Selic.

 


FONTE: CGN
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