Chacina de Icaraíma: polícia conclui que não houve tortura, mas emboscada

A PCPR confirmou que os quatro cobradores que foram mortos em Icaraíma não foram torturados, como era suspeito

10/12/2025 21h02 - Atualizado há 2 meses

De acordo com um laudo divulgado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta quarta-feira (10), os cobradores que foram mortos em Icaraíma, em agosto deste ano, não foram torturados antes da morte. Robishley Hirnani de Oliveira, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Alencar Gonçalves de Souza Girondesapareceram no dia 5 de agosto de 2025, e, desde então, não foram mais vistos com vida.

Segundo a PCPR, as vítimas foram mortas assim que chegaram na propriedade rural em Vila Rica. Baseado em áudios que Diego enviou para a esposa, os policiais apuraram que os quatro cobradores chegaram no local, na Fiat Toro, por volta das 12h30 para cobrar a dívida.

Entretanto, assim que chegaram em Vila Rica, os quatro teriam sido “alvos de uma emboscada”. De acordo com a apuração da PCPR, ao menos cinco armas de fogo dispararam contra os cobradores enquanto eles ainda estava dentro do veículo.

“O conjunto dos indícios apurados indica que não houve sequestro, que as vítimas não foram mantidas em cativeiro e não houve tortura, pois as mortes foram instantâneas”, afirma o documento. “Essa conclusão é possível porque os disparos foram realizados, possivelmente, quando as vítimas ainda estavam na Fiat Toro, atingindo regiões vitais (cabeça e tórax), o que torna remota a possibilidade de sobrevida para manutenção em cativeiro.”

Logo após a execução, os suspeitos teriam levado os corpos dos cobradores mortos na própria Fiat Toro até a cova onde as vítimas foram encontradas. Entretanto, as informações relacionadas a autoria do crime ainda não foram divulgadas pela PCPR.

 


FONTE: Ric.com
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