Ex-diretor da PRF tenta fuga patética no Paraguai: finge doença grave e apresenta identidade falsa

Silvinei Vasques alegou que tinha câncer avançado e que não podia falar — até que a polícia descobriu documentos paraguaios em nome de outra pessoa

27/12/2025 15h16 - Atualizado há 2 meses

O ex-diretor geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, protagonizou uma cena surreal ao ser detido no aeroporto de Assunção, no Paraguai, durante tentativa de fuga do Brasil. Para tentar evitar falar com as autoridades, ele apresentou um atestado médico afirmando que sofria de um câncer “muito avançado” e que não conseguiria se comunicar oralmente, apenas por escrito — o que gerou descrença e foi imediatamente questionado pelos policiais paraguaios. 

 

Segundo o comandante policial Carlos Duré, responsável pelo Comando Tripartite (cooperação entre Brasil, Argentina e Paraguai), a justificativa de doença foi apresentada junto com um documento que deveria provar a alegação, mas que agora está sendo investigado. 

 

No meio da abordagem, depois que outros papéis foram encontrados com Vasques — incluindo um passaporte — ele começou a falar normalmente em seu “idioma real”, o que acabou denunciando a farsa. 

 

 

Identidade falsa: passaporte e RG paraguaios em nome de outro cidadão

 

 

Ao tentar embarcar para El Salvador, Silvinei foi flagrado com **documentos paraguaios — um passaporte e uma carteira de identidade — emitidos em nome de um cidadão do Paraguai chamado Julio Eduardo Baez Fernandes, de cerca de 44 anos. 

 

As autoridades paraguaias constataram que, embora os documentos parecessem legítimos e constassem no sistema oficial — confirmando a existência da pessoa real — as impressões digitais e outras verificações não correspondiam ao portador, levando à confissão de que os papéis não eram seus. 

 

Segundo a polícia, Julio Eduardo já havia informado anteriormente que havia perdido seus documentos, o que pode ter facilitado a tentativa de usurpação de identidade. 

 

 

Contexto da prisão e situação legal

 

 

Vasques havia rompido sua tornozeleira eletrônica no Brasil enquanto cumpria prisão domiciliar depois de ser condenado a 24 anos e seis meses de prisão pelo STF pela participação em um esquema golpista*. 

 

A fuga frustrada levou o Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro Alexandre de Moraes, a converter suas medidas cautelares em prisão preventiva após a captura no Paraguai com documentos falsos. 

 

Após ser detido, Silvinei foi levado por autoridades paraguaias a Ciudad del Este e entregue à Polícia Federal do Brasil na fronteira, e seguirá para cumprir a pena imposta pelas decisões judiciais brasileiras. 


FONTE: CNN Brasil
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://tribunadepalotina.com.br/.