Ministro do STF determina revisão de “penduricalhos” e suspende supersalários nos Três Poderes

Flávio Dino fixa prazo de 60 dias para Executivo, Legislativo e Judiciário cortarem benefícios sem base legal que elevam salários além do teto constitucional

05/02/2026 17h35 - Atualizado há 1 mês

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (5) a suspensão dos chamados “penduricalhos” — verbas e benefícios indenizatórios que têm sido utilizados para elevar remunerações acima do teto constitucional — e exigiu a revisão das folhas de pagamento nos Três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário). 

 

Na decisão, Dino estabeleceu prazo de 60 dias para que os órgãos públicos de todas as esferas (federal, estadual e municipal) identifiquem, revisem e suspendam os pagamentos que não tenham respaldo legal e que resultem em “supersalários”, hoje limitados pelo teto estabelecido pela Constituição (o subsídio dos ministros do STF, de cerca de R$ 46,3 mil). 

 

O ministro ressaltou que há uma “multiplicação anômala” de verbas indenizatórias que, na prática, driblam o limite constitucional, incluindo auxílios de fim de ano e outros benefícios que não correspondem a reembolsos genuínos de despesas. 

 

Além da revisão administrativa, a decisão liminar institui a necessidade de regulamentação pelo Congresso Nacional para definir, com clareza, quais verbas indenizatórias podem ser excluídas do cálculo do teto salarial. 

 

A medida, tomada no bojo de uma reclamação constitucional, pode ser referendada pelo Plenário do STF em sessão futura, reforçando o compromisso da Corte com a observância do regime remuneratório constitucional e a moralidade administrativa.  

 


FONTE: Band news
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