Rede de abusos contra crianças é desmantelada e suspeito é preso em Terra Roxa
Suspeito é apontado como participante de abusos contra duas irmãs, de 10 e 11 anos, ocorridos em Manaus; prisão ocorreu após cooperação entre as Polícias Civis do Paraná e do Amazona
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da Delegacia de Terra Roxa, cumpriu na tarde desta quinta-feira (12) um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal. A ordem judicial foi expedida pela Central de Plantão Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas.
A prisão ocorreu no município de Terra Roxa, no oeste do Paraná, após troca de informações e apoio da Polícia Civil do Amazonas, responsável pelas investigações do caso.
De acordo com as apurações, os crimes teriam ocorrido na cidade de Manaus (AM) e tiveram como vítimas duas irmãs, de 10 e 11 anos de idade. As investigações indicam que os abusos foram praticados por pessoas do próprio convívio familiar das crianças, o que torna o caso ainda mais grave.
Segundo as autoridades, quatro pessoas teriam participação direta nos crimes: o padrinho das vítimas, o padrasto, o pai do padrasto — preso nesta quinta-feira em Terra Roxa — e ainda a mãe das crianças, que teria consentido com a prática criminosa.
Os demais envolvidos já haviam sido presos anteriormente em operações realizadas em Manaus e no Rio de Janeiro.
A prisão realizada em Terra Roxa, por volta das 18h, representa a localização e captura do terceiro investigado. A ação é resultado de diligências investigativas e da cooperação interestadual entre as Polícias Civis, evidenciando a importância da integração entre os órgãos de segurança pública no combate a crimes de extrema gravidade.
Após os procedimentos de praxe, o preso permanece à disposição da Justiça e deverá ser recambiado ao estado do Amazonas, onde responde ao processo.
A Polícia Civil reforçou o compromisso com a proteção da infância e da juventude, destacando que crimes dessa natureza são tratados com prioridade e rigor, sem espaço para impunidade diante de atos de violência contra crianças e adolescentes.