PM é preso suspeito de sequestro relâmpago após “cobrança” de carga milionária no Paraná
Caso envolve policial da ativa, advogado e empresário; vítima foi rendida sob ameaça e levada à força em veículo
Um caso grave envolvendo um policial militar da ativa chocou o Oeste do Paraná nesta semana. Um agente que atuava em Nova Santa Rosa foi preso em flagrante suspeito de participar de um sequestro relâmpago em Cascavel, em uma ação que levanta sérias suspeitas de uso da função pública para práticas criminosas.
De acordo com as informações, a vítima, um homem de 33 anos, foi surpreendida, rendida sob ameaça e obrigada a entrar em um veículo. O crime teria sido rápido, mas intenso: a vítima permaneceu sob domínio dos suspeitos até ser liberada nas proximidades de casa.
A situação só veio à tona graças a uma testemunha que presenciou a abordagem e acionou a Polícia Militar. Com as características do carro, equipes iniciaram buscas e conseguiram localizar os envolvidos pouco tempo depois.
Além do policial, um advogado e um empresário também foram detidos, o que torna o caso ainda mais explosivo e levanta questionamentos sobre a possível atuação de um grupo organizado.
Dívida de R$ 400 mil pode ter motivado o crime
As investigações apontam que o sequestro pode estar ligado a uma cobrança envolvendo uma carga de mercadorias vindas do Paraguai, avaliada em cerca de R$ 400 mil. A suspeita é de que o policial teria sido contratado para intimidar e forçar o pagamento da dívida.
Durante depoimento, o agente admitiu ter participado da abordagem, mas negou ameaças ou agressões — versão que agora será confrontada pelas autoridades.
Com ele, foram apreendidos arma de fogo, munições, um espargidor e o veículo utilizado na ação.
Liberdade após fiança e investigação em andamento
Apesar da gravidade do caso, o policial acabou sendo liberado após pagamento de fiança de R$ 3 mil. Já a situação dos outros envolvidos segue sendo analisada pelas autoridades.
A Polícia Militar informou que abriu procedimento administrativo para investigar a conduta do agente, enquanto a Polícia Civil segue aprofundando o caso.