O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que solicitou ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, uma revisão da expulsão do atacante Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. Após a análise do caso, a entidade decidiu suspender a punição automática decorrente do cartão vermelho, permitindo que o jogador esteja à disposição da seleção norte-americana para o confronto das oitavas de final contra a Bélgica. A decisão foi baseada no artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, que transformou a suspensão em um período probatório de um ano, mantendo o cartão vermelho no histórico do atleta.
Em declaração na Casa Branca, Trump afirmou que apenas pediu uma reavaliação da jogada, por considerá-la injusta. Segundo o presidente, o lance foi um choque normal entre jogadores e a arbitragem errou ao aplicar a expulsão. A FIFA, por sua vez, sustentou que sua comissão disciplinar possui autonomia para decidir sobre a suspensão da aplicação de sanções, ressaltando que o cartão vermelho permanece válido e que uma nova infração semelhante durante o período probatório fará com que a punição seja automaticamente executada.
A decisão provocou forte repercussão internacional. A UEFA classificou a medida como “sem precedentes, incompreensível e injustificável”, enquanto a federação belga anunciou que pretende contestar a elegibilidade de Balogun para a partida. O episódio tornou-se uma das maiores controvérsias da Copa do Mundo de 2026 ao levantar questionamentos sobre a independência das decisões disciplinares da FIFA e a influência de líderes políticos em assuntos esportivos.