Azeite apreendido nas fronteiras é reaproveitado na fabricação de sabão por detentos em Cascavel
Projeto reúne Receita Federal, Unioeste, Polícia Penal e Conselho da Comunidade para transformar um produto impróprio para consumo em benefício social e ambiental.
Azeite apreendido nas fronteiras é reaproveitado na fabricação de sabão por detentos em Cascavel
Projeto reúne Receita Federal, Unioeste, Polícia Penal e Conselho da Comunidade para transformar um produto impróprio para consumo em benefício social e ambiental.
Milhares de litros de azeite de oliva apreendidos em operações de combate ao contrabando nas fronteiras brasileiras estão ganhando uma nova destinação em Cascavel, no Oeste do Paraná. Em vez de serem descartados, os produtos, considerados inadequados para o consumo humano, passaram a ser utilizados como matéria-prima na fabricação de sabão por pessoas privadas de liberdade.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Receita Federal, a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), a Polícia Penal e o Conselho da Comunidade. O objetivo é dar uma destinação ambientalmente correta ao azeite apreendido, ao mesmo tempo em que promove capacitação profissional e ações de ressocialização.
Atualmente, 17 internos da Penitenciária Estadual Thiago Borges de Carvalho participam do projeto, produzindo sabão em barra e líquido. O material fabricado será utilizado nas próprias unidades prisionais, além de atender escolas públicas, instituições parceiras, órgãos municipais e a universidade.
De acordo com a Receita Federal, o azeite contrabandeado não possui procedência conhecida nem garantias sobre seu processo de fabricação, o que impede seu consumo e exige uma destinação segura. Ao ser reaproveitado, evita-se o descarte inadequado, reduzindo os riscos de contaminação do solo e dos recursos hídricos.
A proposta surgiu a partir de um trabalho já desenvolvido pela Unioeste, que utilizava o azeite apreendido na produção de biodiesel. Com a ampliação da iniciativa, o produto passou a servir também como base para a fabricação de sabão, unindo preservação ambiental, economia de recursos e qualificação dos participantes.
Cada parceiro desempenha uma função específica no projeto: a Receita Federal fornece a matéria-prima, a Unioeste oferece o suporte técnico, o Conselho da Comunidade coordena as atividades de formação, a Penitenciária disponibiliza a estrutura necessária e a Polícia Penal atua na organização da produção e no uso dos equipamentos.
Os organizadores destacam que a continuidade e a expansão do projeto dependem da colaboração de novos parceiros. Além do azeite apreendido, a fabricação exige insumos como álcool, soda cáustica, embalagens e outros materiais, que podem ser doados por empresas, entidades ou instituições interessadas em apoiar a iniciativa.