Muito além da disputa por uma vaga na final da Copa do Mundo de 2026, o confronto entre Argentina e Inglaterra carrega uma das rivalidades mais intensas da história do futebol. O duelo reúne décadas de confrontos marcantes, polêmicas e um contexto histórico que vai além dos gramados.
A rivalidade ganhou força após a Guerra das Malvinas, em 1982, conflito entre Argentina e Reino Unido pela posse das ilhas localizadas no Atlântico Sul. Apenas quatro anos depois, as duas seleções se enfrentaram nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, no México, em uma partida que entrou para a história.
Na ocasião, Diego Maradona protagonizou dois dos gols mais famosos do futebol mundial. O primeiro ficou conhecido como a “Mão de Deus”, marcado com a mão e validado pela arbitragem. Poucos minutos depois, o camisa 10 argentino marcou aquele que muitos consideram o maior gol da história das Copas, driblando praticamente toda a defesa inglesa antes de balançar as redes. A Argentina venceu por 2 a 1 e conquistaria o título mundial naquela edição.
Desde então, cada encontro entre as seleções passou a ser cercado de grande expectativa. Em 1998, na França, a Inglaterra deu o troco ao eliminar os argentinos nos pênaltis após empate por 2 a 2, em uma partida marcada também pela expulsão de David Beckham.
Em 2002, na fase de grupos da Copa do Mundo da Coreia do Sul e Japão, os ingleses venceram por 1 a 0 com gol de pênalti de Beckham. Já em 2005, em amistoso disputado na Suíça, a Inglaterra voltou a levar a melhor por 3 a 2.
Agora, vinte anos depois do último encontro, Argentina e Inglaterra voltam a medir forças em uma Copa do Mundo. A partida vale uma vaga na decisão do torneio e promete renovar uma rivalidade que atravessa gerações e continua sendo uma das mais emblemáticas do futebol mundial.