A China está intensificando a cooperação com Cuba para ampliar a geração de energia solar, em uma tentativa de ajudar a ilha a enfrentar a grave crise energética que tem provocado apagões frequentes nos últimos meses. O projeto prevê a construção de mais de 90 parques solares fotovoltaicos, financiados e desenvolvidos com apoio técnico chinês.
A iniciativa ocorre em um momento delicado para o sistema elétrico cubano. O país enfrenta dificuldades no abastecimento de combustíveis, especialmente petróleo e gás, o que compromete o funcionamento das antigas usinas termelétricas responsáveis por grande parte da geração de energia. Como consequência, milhões de cubanos convivem com interrupções constantes no fornecimento de eletricidade.
Segundo dados divulgados por veículos internacionais, a expansão da energia solar já apresenta resultados. A capacidade de geração por meio de parques fotovoltaicos aumentou significativamente nos últimos meses, elevando a participação das fontes renováveis na matriz elétrica cubana. A expectativa do governo é reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e tornar o sistema mais estável.
Reportagens recentes apontam que a produção de energia solar na ilha mais que dobrou em relação ao ano anterior e já é suficiente para atender aproximadamente um milhão de pessoas durante os períodos de maior geração, o equivalente a cerca de 10% da população cubana.
Além da ampliação dos parques solares, os projetos incluem a instalação de sistemas de armazenamento por baterias, considerados fundamentais para garantir o fornecimento de energia mesmo durante a noite ou em momentos de instabilidade na rede elétrica. Especialistas, no entanto, ressaltam que a modernização da infraestrutura de transmissão e distribuição continua sendo um dos principais desafios para que os investimentos tragam resultados duradouros.
O governo cubano atribui parte da crise energética às dificuldades de importar combustíveis em razão das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. Já autoridades norte-americanas afirmam que as medidas fazem parte da política de pressão sobre o regime cubano. Independentemente do debate político, a aposta na energia solar vem sendo tratada como uma das principais estratégias para reduzir os apagões e aumentar a segurança energética da população.