Os recorrentes problemas no fornecimento de energia elétrica em Cascavel e em outras regiões do Paraná foram duramente criticados pelo candidato ao Senado Felipe Barros (PL). Durante entrevista ao jornalista Luiz Haab, no Estúdio CGN, nesta quarta-feira (2), Barros afirmou que as constantes interrupções têm atingido moradores, empresas e principalmente produtores rurais que dependem da eletricidade para manter suas atividades.
Segundo o candidato, a qualidade do serviço prestado pela Copel teria piorado após o processo de privatização da companhia. Barros classificou como “inadmissível” a continuidade dos problemas e citou atividades como produção de leite, avicultura e piscicultura entre as mais vulneráveis às quedas prolongadas de energia. Ele relatou ainda ter conversado com produtores da região de Tupãssi e Toledo e mencionou o caso de um piscicultor que, conforme seu relato, teria acumulado aproximadamente R$ 6 milhões em prejuízos após perder uma produção de tilápias devido à falta de eletricidade.
Barros também apontou reflexos no setor industrial e afirmou que entidades empresariais de Ponta Grossa teriam levantado dados indicando que as paralisações causadas por interrupções de energia ao longo de 2025, quando somadas, equivaleriam a cerca de 60 dias. Para o candidato, os problemas comprometem a produção, aumentam custos das empresas e podem afetar a geração de empregos no Estado.
Ao abordar possíveis soluções, Felipe Barros defendeu maior cobrança sobre a Copel e sobre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela regulação e fiscalização do setor elétrico. Caso seja eleito ao Senado, afirmou que pretende utilizar o mandato para pressionar os órgãos responsáveis e buscar medidas para melhorar a estabilidade e a qualidade do fornecimento de energia no Paraná.
Dados divulgados em 2026 também mostram crescimento das reclamações relacionadas à interrupção de energia no Estado. Levantamento baseado na plataforma Consumidor.gov apontou aumento de 55,8% nas queixas relacionadas a interrupções no fornecimento entre 2024 e 2025. A Copel foi privatizada em agosto de 2023.