Operação Gomorra prende investigados e apura crimes sexuais contra 16 vítimas em Xambrê
A Operação Gomorra não surgiu de uma investigação isolada.
Uma investigação envolvendo suspeitas de crimes sexuais e pelo menos 16 vítimas levou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Civil às ruas de Xambrê, hoje sexta-feira (11). Batizada de Operação Gomorra, a ação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão no município.
Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), são apurados possíveis crimes de exploração sexual, importunação sexual, além da produção e armazenamento de conteúdo de violência sexual envolvendo criança ou adolescente.
As investigações apontam, em tese, para a participação do presidente da Câmara Municipal de Xambrê e do secretário municipal de Cultura nos crimes investigados. Até o momento, porém, não há condenação, e as responsabilidades individuais ainda são objeto da investigação.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, dois de busca pessoal e dois de prisão preventiva. As ordens foram expedidas pelo Juízo de Garantias de Xambrê.
Durante as diligências, uma pessoa também acabou presa em flagrante por posse ilegal de munições.
Os investigadores recolheram celulares, documentos e anotações que agora deverão passar por perícia e análise. O material poderá ajudar a reconstruir os fatos e esclarecer a possível participação dos investigados nos episódios apurados.
O caso ganhou dimensão ainda maior pelo número de pessoas que aparecem como possíveis vítimas. Conforme o MPPR, os elementos reunidos até agora indicam crimes praticados em detrimento de ao menos 16 vítimas.
A Operação Gomorra não surgiu de uma investigação isolada. As provas que deram origem à nova apuração foram encontradas durante a análise de materiais apreendidos na Operação Res Privata, deflagrada em 4 de março deste ano.
O chamado encontro fortuito de provas ocorre quando investigadores, durante uma apuração regularmente autorizada, encontram indícios relacionados a outros possíveis crimes. A partir desses elementos, uma nova frente investigativa foi aberta.
A operação desta sexta-feira foi conduzida pelo Núcleo de Umuarama do Gaeco, órgão do Ministério Público do Paraná, em ação integrada com a Polícia Civil, por meio da 7ª Subdivisão Policial (7ª SDP) de Umuarama.
Agora, a perícia nos aparelhos eletrônicos, documentos e demais materiais apreendidos deverá representar uma nova etapa da investigação, que busca esclarecer a extensão dos fatos, identificar responsabilidades e determinar as circunstâncias envolvendo cada uma das possíveis vítimas.