Incêndio devastador em universidade destrói 10 anos de pesquisas sobre o câncer e causa perda irreparável à ciência

Laboratório da Universidade Federal de Pernambuco foi consumido pelas chamas, destruindo amostras genéticas de cerca de 200 pacientes e materiais de pesquisas desenvolvidas ao longo de 15 anos.

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Um incêndio de grandes proporções atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Zona Oeste do Recife, provocando prejuízos incalculáveis para a ciência brasileira.
 

As chamas destruíram completamente um laboratório que armazenava amostras genéticas utilizadas em pesquisas sobre o câncer de fígado.

 

O material, reunido ao longo de dez anos, pertencia a estudos conduzidos pelo pesquisador da Fiocruz de Pernambuco, Luydson Vasconcelos, de 43 anos, em parceria com professores e estudantes da universidade.

 

Segundo o pesquisador, o laboratório armazenava amostras de aproximadamente 200 pacientes, utilizadas para investigar fatores genéticos e identificar possíveis marcadores biológicos capazes de contribuir para a prevenção e o tratamento do câncer. Todos os equipamentos de armazenamento, incluindo freezers, reagentes e materiais científicos, foram destruídos pelo fogo. "É uma perda inestimável, é muito ruim para a ciência", lamentou Vasconcelos, após encontrar o laboratório completamente devastado.

 

Além das pesquisas relacionadas ao câncer de fígado, o incêndio também destruiu materiais de estudos sobre os componentes genéticos de pacientes que desenvolveram formas graves de Covid-19 e chikungunya. Parte desses trabalhos havia sido desenvolvida ao longo dos 15 anos de atuação do pesquisador.

 

A destruição representa um enorme retrocesso para os projetos científicos, já que muitas das amostras perdidas foram coletadas durante anos e não poderão ser recuperadas.

 


FONTE: Globo
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