Manifestação em apoio a Lula termina com vandalismo, tumultos e denúncias de agressões contra mulheres

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Uma manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo, foi marcada por episódios de tumulto, vandalismo e denúncias de violência contra mulheres. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou registros de pichações e depredações nas proximidades do evento, especialmente durante a dispersão dos participantes. Segundo a Polícia Militar, estruturas de acesso ao metrô foram danificadas, enquanto imagens divulgadas pela imprensa mostraram pessoas com os rostos cobertos sobre a estrutura de vidro da estação Trianon-Masp.

Além dos danos ao patrimônio, mulheres relataram ter sido vítimas de agressões físicas, ameaças e ofensas durante a mobilização. A ativista Tamires Cardoso, moradora de Guarulhos, afirmou ter recebido socos e chutes de participantes após aparecer no local com uma figura de papelão do candidato Flávio Bolsonaro (PL). Ela também denunciou uma tentativa de roubo de seu celular e apresentou marcas que atribuiu às agressões. Outro episódio divulgado pela imprensa mostra uma mulher sendo alvo de insultos e intimidações enquanto policiais militares a acompanhavam para fora da manifestação. As acusações ainda dependem de apuração para identificação e responsabilização dos envolvidos.

O evento reuniu milhares de apoiadores do presidente Lula e integrou as mobilizações políticas para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. A campanha petista informou que mais de um milhão de pessoas participaram da manifestação, número que não contava com confirmação oficial da Polícia Militar. Os episódios de violência e os danos registrados ganharam repercussão nas redes sociais, provocando críticas e discussões sobre segurança, respeito às divergências políticas e liberdade de manifestação durante o período eleitoral.

 
FONTE: Gazeta do Povo