Padrasto preso após agressões contra criança de 2 anos em Palotina passa a ser investigado por tortura
Foto ilustrativa
Padrasto preso após agressões contra criança de 2 anos em Palotina passa a ser investigado por tortura
Polícia Civil aponta indícios de agressões recorrentes contra a vítima e esclarece que suspeito foi preso inicialmente pelo crime de maus-tratos.
A Polícia Civil de Palotina divulgou um comunicado esclarecendo os desdobramentos da investigação envolvendo uma criança de apenas 2 anos, vítima de graves agressões físicas. O caso veio à tona após funcionários de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) perceberem que a criança chegou à unidade com diversos ferimentos pelo corpo. A vítima apresentava hematomas no rosto, lábios e orelhas, sangramento no nariz, manchas de sangue no uniforme escolar e marcas avermelhadas nas costas. Diante da gravidade da situação, as autoridades policiais foram acionadas e o padrasto da criança acabou preso em flagrante pelo crime de maus-tratos.
Durante o avanço das investigações, a Polícia Civil ouviu profissionais da escola, o motorista e a monitora do transporte escolar, além da mãe da criança. Os depoimentos indicaram que as agressões poderiam estar acontecendo de maneira recorrente desde que o casal passou a morar junto, há aproximadamente dois meses. Conforme a investigação, a criança já havia apresentado outros ferimentos, incluindo um corte no queixo que necessitou de pontos. A polícia também identificou contradições nas explicações apresentadas pelo padrasto, que teria atribuído os machucados a supostas quedas dentro do transporte escolar e em móveis da residência.
Diante dos novos elementos reunidos, a autoridade policial decidiu ampliar a investigação, passando a apurar a possível prática do crime de tortura-castigo, previsto na Lei nº 9.455/1997, cuja punição é mais severa do que a prevista para maus-tratos. A Polícia Civil destacou que as investigações buscam esclarecer a extensão das agressões e responsabilizar criminalmente o envolvido, conforme as provas reunidas. O caso reforça a importância da atenção de professores, familiares e da comunidade aos sinais de violência infantil. Suspeitas de maus-tratos contra crianças podem ser denunciadas pelo Disque Direitos Humanos, no número 100, ou diretamente às autoridades policiais. A identidade da vítima deve ser preservada.