Nos últimos dias, Lula se reuniu com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, em um almoço que selou a sintonia entre o Planalto e o partido.
A agenda segue com a possível conversa entre Lula e Antonio Rueda, presidente do União Brasil, que já admitiu publicamente que atenderia ao convite.
Tanto o PSD quanto o União têm bases sólidas no Nordeste, participam do governo federal com ministérios estratégicos e, desde o início do mandato, votam majoritariamente com o Palácio do Planalto.
No caso do União Brasil, a aproximação se dá mesmo com Rueda mantendo críticas pontuais e insistindo que a legenda lançará Ronaldo Caiado (GO) à Presidência em 2026. A sigla está prestes a formalizar federação com o PP, evento previsto para 19 de agosto.
Já o PSD, pela própria engenharia política de Kassab, sempre operou de forma pragmática e hoje mantém posição confortável junto ao governo Lula. O efeito colateral dessa convergência é claro.
Ratinho Júnior vê seu projeto presidencial pelo PSD ruir e já flerta com o Novo, na tentativa de se diferenciar do lulismo.
Na sexta-feira (8), em Curitiba, o governador paranaense participou da filiação do vice-prefeito de Curitiba e seu aliado próximo Paulo Martins ao Novo, em evento que reuniu a cúpula nacional da sigla.
O gesto marcou o afastamento do governador do bolsonarismo e a aproximação com o lavajatismo, representado no Paraná pelo ex-deputado cassado Deltan Dallagnol.
Na leitura de bastidores, a “lulização” de PSD e União Brasil é mais antiga do que se supõe, apenas ganhou novos gestos públicos neste mês. E, ao que tudo indica, será um fator determinante na composição da base governista para a disputa de 2026.
Moral da história: assim como a candidatura presidencial de Ratinho pelo PSD perdeu sustentação, a de Sergio Moro ao governo do Paraná, pelo União, também foi parar no telhado.