Clima esquenta no Caribe: Maduro bota 8 milhões em alerta e EUA reforçam presença militar

A disputa deixa de ser apenas entre Caracas e Washington: Rússia e China entram como aliados estratégicos de Maduro, elevando o risco de o confronto local virar peça de um tabuleiro global.

Por
2 Min

A tensão entre Venezuela e Estados Unidos subiu de nível nesta semana. O presidente Nicolás Maduro mandou caças sobrevoarem navios de guerra americanos que estão no Caribe. Washington não deixou barato e respondeu enviando mais aviões de combate para a região.

 

De Caracas, Maduro fez um anúncio de peso: colocou em ação as Unidades Comunais de Milícia e convocou reservistas das Forças Armadas. Na prática, ele chamou mais de 8 milhões de pessoas para ficarem prontas em mais de 5 mil pontos do país. É a primeira vez que isso acontece de forma organizada.

 

O movimento veio junto com o lançamento de um novo pacote do chamado Plano da Pátria, focado em segurança, combate ao tráfico de drogas e defesa do território. Ao lado da primeira-dama e de altos militares, Maduro disse que a ideia é “garantir soberania e estabilidade diante das ameaças externas”.

 

Do outro lado, autoridades em Washington classificaram a jogada como uma provocação. Analistas avaliam que esse cabo de guerra pode acabar em incidentes no Caribe, que volta a ser palco da disputa de poder entre Caracas e a Casa Branca.

 

Maduro, por sua vez, aposta na narrativa de que está defendendo a pátria. Para isso, usa a milícia — que funciona como uma espécie de exército paralelo ligado ao chavismo e às suas bases políticas locais.

 

Enquanto os EUA dizem que vão proteger a “liberdade de navegação” na região, a Venezuela se apoia em parceiros de peso: Rússia e China, que também têm interesse em desafiar os americanos.

 

Ou seja: o que parece uma briga regional pode, na verdade, ser só mais um capítulo de uma disputa muito maior, de alcance global.

FONTE: Blog do Esmael