Charlie Kirk, 31 anos, fundador da organização ultraconservadora Turning Point USA e aliado próximo do ex-presidente Donald Trump, foi morto a tiros nesta quarta-feira (10) em Utah, nos Estados Unidos. O ataque ocorreu durante uma palestra no campus da Utah Valley University, em Orem, e desencadeou comoção nacional e reação imediata de líderes políticos.
Segundo porta-voz da universidade, um atirador disparou contra Kirk a partir do prédio Losee Center, a mais de 100 metros de distância. A vítima foi atingida no pescoço cerca de 20 minutos após o início do evento, que reunia mais de mil pessoas. Apesar da prisão de um suspeito logo após o crime, a própria instituição corrigiu a informação e afirmou que o verdadeiro autor segue foragido.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Kirk cai ensanguentado, enquanto o público entra em pânico. O campus foi fechado e as aulas suspensas. Quatro agências investigam o crime: a polícia local de Orem, a polícia universitária, o FBI e o Departamento de Segurança Pública de Utah.
Donald Trump reagiu em sua rede Truth Social: “O grande e lendário Charlie Kirk está morto. Ele foi amado e admirado por todos, especialmente por mim”. O presidente exaltou o papel do jovem ativista no movimento conservador. O porta-voz Andrew Kolvet confirmou oficialmente o falecimento.
No Congresso, republicanos e democratas condenaram a violência. O presidente da Câmara, Mike Johnson (Republicano), paralisou a votação e pediu um minuto de silêncio. A deputada Anna Paulina Luna (Republicana da Flórida), próxima de Kirk, chegou a se exaltar contra democratas que questionaram o gesto. Governadores como Gavin Newsom (Democrata da Califórnia) e Josh Shapiro (Democrata da Pensilvânia) também classificaram o crime como “repugnante” e “horrorizante”.
Kirk era considerado uma das figuras mais influentes da direita jovem americana. Criou a Turning Point USA aos 18 anos e expandiu a rede para mais de 850 campi universitários. Com trânsito direto na Casa Branca, atuava como conselheiro informal de Trump e vetava nomes de indicados ao governo. Seu programa American Comeback Tour, que começava em Utah, previa 15 paradas em universidades pelo país.
A morte de Charlie Kirk, com imagens fortes que rodaram o mundo, não é apenas um atentado contra um líder da extrema direita americana. É também mais um alerta sobre a escalada da violência política nos Estados Unidos, país que já sofreu com tentativas de assassinato de parlamentares e ataques armados a líderes. Quando a democracia se deixa atravessar pelas balas, perde-se a civilidade. E o risco é que o fanatismo armado substitua o debate.