Advogada que salvou mãe e primo de incêndio em Cascavel recebe alta hospitalar

Juliane Vieira sofreu queimaduras em 63% do corpo após resgatar a família de apartamento em chamas em Cascavel

20/01/2026 14h53 - Atualizado há 1 mês

Advogada que salvou mãe e primo de incêndio em Cascavel recebe alta hospitalar
Juliane ao lado da mãe Sueli: advogada recebeu alta do hospital nesta terça-feira (20). (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A advogada Juliane Vieira, de 28 anos, recebeu alta nesta terça-feira (20) do Hospital Universitário de Londrina, no norte do Paraná, após três meses de internação. Ela sofreu queimaduras graves ao salvar a mãe e o primo, de 4 anos, durante um incêndio no apartamento onde a família morava em Cascavel, no Oeste do Paraná, em outubro do ano passado.

As imagens dela do lado de fora do prédio, pendurada em um suporte de ar-condicionado, enquanto tentava resgatar os familiares, rodou o país pelo ato de bravura e heroísmo. Após o resgate, Juliane foi retirada do local pelo Corpo de Bombeiros. Ela teve 63% do corpo queimado no incêndio.

Inicialmente, a advogada foi atendida no Hospital Universitário do Oeste do Paraná, em Cascavel, e foi transferida para Londrina em 17 de outubro, em uma aeronave da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR).

Em dezembro último, a mãe da advogada, Sueli Vieira, relatou que a filha começava a despertar do coma induzido e já conseguia se comunicar com familiares. No último dia 14, o Hospital de Londrina informou que Juliane estava consciente e respirando sem auxílio de aparelhos.

Incêndio foi acidental, concluiu a Polícia Civil

A Polícia Civil concluiu a investigação em novembro de 2025 e apontou que o incêndio não foi intencional, sem indícios de crime. De acordo com o laudo pericial, o fogo teve início na cozinha do apartamento. O caso ocorreu na manhã de 15 de outubro, em um imóvel no 13º andar, no centro de Cascavel.

No apartamento estavam Sueli Vieira, de 51 anos, e o primo Pietro, de 4 anos. A mãe sofreu queimaduras no rosto e nas pernas, inalou fumaça e teve as vias respiratórias afetadas, permanecendo 11 dias internada no Hospital São Lucas, em Cascavel.

Pietro foi transferido para Curitiba devido à inalação de fumaça e queimaduras nas pernas e mãos. Ele ficou 16 dias internado e recebeu alta no fim de outubro. Durante o resgate, um bombeiro sofreu queimaduras nos braços, mãos e parte das costas e recebeu alta dias depois. Outro militar teve queimaduras nas mãos e passou por atendimento médico.


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