Mercosul-UE será maior área de livre comércio do mundo?

Países da UE e do Mercosul superam outros blocos em volume de comércio com o mundo, mas ficam atrás em PIB, população e nas trocas comerciais entre si.

21/01/2026 14h45 - Atualizado há 1 mês

Ao anunciar a conclusão do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o tratado pode resultar na maior zona de livre comércio do mundo, reunindo países responsáveis por cerca de 20% do PIB global e uma população estimada em 700 milhões de pessoas.

 

Apesar de encerrar mais de 25 anos de negociações, o acordo ainda não entrou em vigor. O Parlamento Europeu decidiu submeter o texto à análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, o que deve adiar sua implementação.


A dimensão de uma zona de livre comércio pode ser medida por diferentes critérios, como volume de comércio, PIB, população ou número de países. Sob o ponto de vista das trocas comerciais com o resto do mundo, o Mercosul-UE tende a figurar entre os maiores blocos existentes.

 

Dados da ONU indicam que, em 2023, os países do Mercosul e da União Europeia movimentaram juntos mais de US$ 14 trilhões em exportações e importações. O número supera o de outros grandes acordos, como o asiático RCEP, que reúne 15 países.

 

Por outro lado, o comércio direto entre Mercosul e UE ainda é relativamente baixo, somando cerca de US$ 120 bilhões por ano. A expectativa é de crescimento com a entrada em vigor do tratado.

 

 

Em termos de PIB e população, o acordo asiático RCEP segue à frente, impulsionado principalmente pela China. Já o maior bloco em número de países é a Zona de Livre Comércio Continental Africana, com 54 nações.

 

Especialistas alertam, no entanto, que grandes acordos comerciais nem sempre geram benefícios distribuídos de forma igual. Estudos do Banco Mundial indicam que, embora impulsionem o crescimento econômico, os ganhos tendem a se concentrar em setores mais desenvolvidos, enquanto regiões mais pobres enfrentam maiores desafios.

 

 

 

 


FONTE: DW Brasil
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