A Associação de Proteção Animal de Iporã (APAI), entidade formalizada no final de 2024 e liderada pela protetora Inara Gouveia, enfrenta uma das piores crises desde o início de sua atuação. Após mais de sete anos de trabalho voluntário e ininterrupto, o grupo — anteriormente conhecido como SOS Vira-Latas de Iporã — vive um colapso financeiro e estrutural que coloca em risco o atendimento e a vida de dezenas de animais no município.
Reconhecida pelo trabalho diário no resgate de animais vítimas de abandono, maus-tratos e atropelamentos, a APAI atua onde o poder público não chega. Segundo Inara Gouveia, mesmo após a formalização da associação com o objetivo de buscar apoio institucional e parcerias com órgãos públicos, até o momento não houve qualquer amparo efetivo por parte das autoridades.
Um dos casos recentes acompanhados pela entidade é o de uma cadela resgatada no dia 19 de janeiro, encontrada em situação de abandono após ser atropelada. A animal sofreu fratura na coluna, passou por cirurgia em uma clínica veterinária de Umuarama e ficará paraplégica.
Hoje, ela é chamada de Bela, nome dado pelos voluntários da APAI, que seguem acompanhando sua recuperação.
Outro resgate de extrema gravidade ocorreu na sexta-feira, 23 de janeiro, no bairro Alto da Sanbra. Um filhote da raça Shih Tzu foi encontrado se arrastando pela rua, vítima de negligência do tutor, com quadro avançado de cinomose, doença altamente contagiosa que representa risco à saúde de outros animais.
Sem sede própria ou abrigo municipal, a APAI, sob coordenação direta de Inara Gouveia, depende exclusivamente de lares temporários voluntários, hoje completamente lotados, além de rifas e pequenas doações da população. Esses recursos, no entanto, já não são suficientes para manter os atendimentos.
Atualmente, a associação acumula dívidas com clínicas veterinárias, hospitais e casas de ração, o que ameaça a continuidade dos resgates e tratamentos.