Paquistão bombardeia Cabul e declara “guerra aberta” ao Afeganistão

Paquistão ataca Cabul e Kandahar após ofensiva afegã na fronteira. Dezenas de soldados e civis morreram ou ficaram feridos

27/02/2026 12h59 - Atualizado há 2 semanas

Paquistão bombardeia Cabul e declara “guerra aberta” ao Afeganistão
Haroon Sabawoon/Anadolu via Getty Images

O Paquistão lançou ataques aéreos contra Cabul e Kandahar, nesta quinta-feira (26/2), horas após forças afegãs atacarem tropas de fronteira paquistanesas. O governo talibã classificou a ação como retaliação a ataques anteriores que causaram mortes. Em seguida, o ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, declarou “guerra aberta” contra o Talibã.
“Nossa paciência chegou ao limite. De agora em diante, é guerra aberta entre nós e vocês”, declarou Asif.
Na capital afegã, explosões e sobrevoos de jatos foram ouvidos por mais de duas horas. Em Kandahar, segunda maior cidade do Afeganistão e sede de poder do Talibã, jatos paquistaneses sobrevoaram áreas próximas à residência do líder supremo talibã Hibatullah Akhundzada.
Operações ofensivas em larga escala
Civis também ficaram feridos perto da passagem de Torkham, incluindo sete refugiados retornando do Paquistão, e uma mulher em estado grave. O porta-voz talibã Zabihullah Mujahid confirmou os ataques e anunciou que o governo afegão conduzirá “operações ofensivas em larga escala” na fronteira em resposta às violações militares paquistanesas.

As relações entre os dois países se deterioraram nos últimos meses. Desde os confrontos mortais de outubro, que deixaram mais de 70 mortos, a fronteira terrestre permanece praticamente fechada. Tentativas de cessar-fogo mediadas pelo Catar, Turquia e Arábia Saudita não resultaram em acordos duradouros.

O Paquistão acusa o Afeganistão de não agir contra grupos militantes responsáveis por atentados dentro do país, incluindo um ataque a uma mesquita xiita em Islamabad que matou pelo menos 40 pessoas, reivindicado pelo Estado Islâmico. O Talibã nega as acusações e afirma que suas operações são apenas em defesa do território afegão.


FONTE: Metrópole
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