Cenas perturbadoras captadas por uma câmera de segurança revelam um ataque brutal contra um vereador de 45 anos, que acabou gravemente ferido após ser surpreendido por um agressor e queimado vivo. Na manhã desta terça-feira (28), o político foi transferido para o Hospital Universitário de Londrina, em uma operação aérea do Governo do Estado, devido à gravidade do quadro clínico.
Nas imagens, o suspeito se aproxima da vítima de maneira aparentemente tranquila, até que, de forma repentina, inicia o ataque. Em poucos segundos, a situação foge completamente do controle, deixando quem presencia a cena em desespero. Pessoas próximas ainda tentam ajudar, enquanto a vítima luta para sobreviver.
O crime aconteceu no último domingo (26), na Ilha das Peças, em Guaraqueçaba, no litoral do Paraná. O vereador João Luiz Pinheiro Francisco foi atingido e sofreu queimaduras em grande parte do corpo após o agressor lançar um líquido inflamável e provocar o incêndio.
Os gritos de dor da vítima também foram registrados, aumentando ainda mais o impacto das imagens. Testemunhas correm para prestar socorro imediato, enquanto o vereador tenta conter as chamas. Ele foi encaminhado em estado gravíssimo para atendimento médico, chegando ao hospital inconsciente e precisando de suporte intensivo.
Após o ataque, o suspeito fugiu, mas foi localizado e preso poucas horas depois. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e ele segue detido. Durante depoimento, o homem alegou uma motivação pessoal envolvendo a família, mas essa versão foi descartada pelas investigações.
De acordo com a Polícia Civil, o crime teria origem em um desentendimento relacionado ao uso irregular de uma embarcação na região. O vereador, no exercício de sua função, teria atuado para mediar conflitos sobre o caso, o que teria gerado insatisfação no autor do ataque.
Testemunhas afirmaram que o suspeito já demonstrava irritação anteriormente e chegou a circular diversas vezes pelo local antes de agir. O inquérito foi concluído, e o homem foi indiciado por tentativa de homicídio com agravantes como motivo fútil e uso de meio cruel. O caso agora segue para análise do Ministério Público.